BIOGRAFIA


 MENNUCCI, SUD


Nasceu em Piracicaba a 20 de janeiro de 1892. Faleceu nesta Capital a 22 de julho de 1948. Fez os estudos primários no Grupo Escolar "Moraes Barros”, ingressando, em seguida, na antiga Escola Complementar de sua cidade, diplomando-se em 1908.


Em 1910, iniciou o magistério como professor público em Cravinhos, passando depois para Piracaia e Dourado. De 1912 a 1914, fez parte da missão paulista que reorganizou as Escolas de Aprendizes de Marinheiros de Belém do Pará, e de 1914 a 1920 regeu como adjunto, o Grupo Escolar de Porto Ferreira, dirigiu o Ginásio “Moura Santos” e fundou o Ginásio Paulistano desta Capital.


Em 1920 a 1921, ocupou o cargo de delegado regional do ensino em Campinas; em 1923 dirigiu o recenseamento escolar da região de Piracicaba, onde de 1921 a 1925 foi delegado regional de ensino; em 1927, organizou e realizou o recenseamento escolar do Distrito Federal. Em 1931, foi nomeado diretor da “Imprensa Oficial” do Estado, ocupando, por duas vezes, depois de 1930, o cargo de diretor do Departamento de Educação de S. Paulo.


Como jornalista, colaborou em revistas e jornais de S. Paulo e do Rio, tendo sido redator e crítico literário do “Estado de S. Paulo” de 1925 a 1931. Fundou o “Jornal do Estado” e a revista “Arlequim”. Era também diretor da “Revista do Professor”, órgão do Centro do Professorado Paulista. Fez parte da redação do “correio Paulistano”, de 1941 a 1945. Colaborou em “Fon-Fon”, “Careta”, "Vida Moderna”, “Cigarra”, etc. Membro da Academia Paulista de Letras.


Em 1940, chefiou, em S. Paulo, o recenseamento geral da República e exerceu o cargo de diretor, em comissão, do Departamento de Estatística. Lecionou no Liceu Franco-Brasileiro. Participou de vários congressos de educação no país. Crítico, ensaísta, historiador, sociólogo, educacionista, etc. “Homem dos sete instrumentos, o professor Sud está sempre dirigindo alguma coisa” (Edgard Cavalheiro); “... em tudo que redige há suco e medula” (Agripino Crieco); “Sud foi visceralmente professor.


No campo do magistério processou ele aquela mesma revolução renovadora da mentalidade brasileira que nós outros – Mário de Andrade, Graça Aranha, Oswald, Bandeira e a coorte vibrante dos ‘modernistas’ – desencadeamos no campo geral da cultura” (Menotti Del Picchea); “Talento equilibrado e profundo” (Júlio de Mesquita Filho).


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