ANO 1897
Era antiga aspiração dos professores piracicabanos de primeiras letras unirem setores num só grupo escolar, a exemplo do que já vinha ocorrendo com êxito na capital. Bastava que a Câmara doasse terreno apropriado para nele se construir, através do Estado de São Paulo, um Grupo Escolar com a chamada Escola Complementar. O antigo sonho do ensino primário e secundário pelo qual tanto batalhou o Padre Feijó entre 1823 e 1837.
O doutor Manoel de Moraes Barros liderou o movimento e a reivindicação atingiu os seus objetivos à custa de grandes sacrifícios pessoais. A Secretaria dos Negócios do Interior propôs a imediata instalação de uma Escola Complementar; trazia o prolongamento natural do Grupo Escolar, desenvolvendo estudos em nível secundário, com a duração prevista de 04 anos dentro da finalidade específica de formar professores para o exercício pleno do magistério primário. Os primeiros professores nomeados, Antônio Alves Aranha e a sua esposa Dona Escolástica do Couto Aranha para dirigirem as duas seções, masculina e feminina em que se dividia tradicionalmente o ensino.
O edifício passava por obras, recebendo a adequação necessária e o mobiliário.
Alguns professores idealistas com pouco mais de 30 alunos preparavam-se para a arrancada na história da educação brasileira.
A vinte e um de abril, ao meio dia, no antigo edifício da Propaganda da Instrução, agora sede da 1ª escola pública de segundo grau de Piracicaba, sito à Rua do Rosário, procedia-se a Solenidade da Instalação da Escola Complementar.
O doutor Paulo de Moraes Barros, Presidente da Câmara Municipal, declarava instalada a Escola Complementar de Piracicaba.
O seu currículo na Área de línguas: Português e Francês. Área de Ciências Exatas e Experimentais: Matemática Elementar, Mecânica e Astronomia, Ciências Físicas e Naturais. Área de Ciências Humanas: Geografia, História Pátria e Geral. Área de Atividades: Desenho, Música, Trabalhos Manuais, Ginástica e Exercícios Militares.
A Escola deve ter entrado em funcionamento com apenas duas séries, pois no ano seguinte – 1898 – se instalava o terceiro. Deveria ter pouco mais do que 10 alunos por classe e elevado rendimento escolar.
Corpo docente da Escola Complementar de Piracicaba:
Primeiro Ano: Augusta dos Santos e João Batista Nogueira;
Segundo Ano: Teresa Canto Rodrigues e João Lourenço Rodrigues;
Terceiro Ano: Escolástica do Couto Aranha e Antonio Alves Aranha.
A divisão dos alunos em duas seções, feminina e masculina, irá prevalecer por muito tempo, influindo na própria arquitetura da nova sede da Escola - Rua São João, nº 1121 - construída com duas alas específicas e recreio com muro de separação interna, até a década de 60. Cada professor leciona todas as matérias do curso, durante todo o ano.
Em 1900 formava-se a 1ª turma de professores de Piracicaba: 15 apenas.
A primeira grande alteração nos quadros dessa Instituição ocorreu a 29 de março de 1911, quando foi transformada em Escola Normal de Piracicaba.

Nenhum comentário:
Postar um comentário